Começando nosso voo no dia de hoje, 15 de setembro de 2021.
O livro foi revolucionário para a
época, com descrições intrincadas e imaginativas do personagem-narrador, suas
reflexões pessoais e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos,
como baleias, métodos de caça a elas, arpões, a cor do animal, detalhes sobre
as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das
baleias.
O romance foi inspirado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão
George Pollard, que perseguiu teimosamente uma baleia e ao tentar destruí-la,
afundou. Outra fonte de inspiração foi o cachalote albino Mocha Dick,
supostamente morta na década de 1830 ao largo da ilha chilena de Mocha, que se
defendia dos navios que a perturbavam com premeditada ferocidade.
A fazenda pertence a um casal
chamado apenas de Padrinho e Madrinha, que são pais de Quico e Oscar, dois
garotos descritos como primos dos protagonistas, o que leva a crer que os donos
da fazenda são tios de Eduardo e Henrique.
Às escondidas, ambos decidem
explorar uma ilha fluvial, conhecida por todos como Ilha Perdida, utilizando
uma velha canoa. Mas uma cheia inesperada leva a embarcação, deixando-os
isolados e sem provisões. Após se separarem, Henrique é descoberto e feito
cativo por um estranho morador, que vive como eremita no local. A narrativa
enfoca a ação e o suspense, além de abordar o respeito à Natureza.
A árvore que dava dinheiro - Domingos Pellegrini - Uma planta diferente “A árvore que dava dinheiro” é um grande sucesso do escritor Domingos Pellegrini. Lançada em 1981. esta novela até hoje encanta leitores do Brasil inteiro. Novela? Isso mesmo. Essa palavra é usada há séculos como nome de um gênero literário. Mas tanto tempo não foi suficiente para chegar a uma definição exata sobre ele. Às vezes é difícil dizer se uma obra é novela, conto ou romance. O certo é que as novelas literárias têm pontos em comum com as que o Brasil inteiro vê na televisão. Por exemplo. as várias tramas que acontecem ao mesmo tempo e vão se entrelaçando. É o que acontece em “A árvore que dava dinheiro”, que conta uma situação vivida pelos moradores da pequena Felicidade: no meio da praça central da cidade, aparece uma árvore que, em vez de dar flores e frutos, dá dinheiro sem parar. Claro que cada um trata de colher o que pode. De bolsos cheios, as pessoas acham que resolverão todos os seus problemas. Será? Bem, isso você vai descobrir lendo estas páginas. Um aviso: não adianta procurar Felicidade no mapa. É uma cidade tão inventada quanto a árvore de dinheiro. Mas a história toca em ideias, desejos e frustrações que todos nós, alguns mais, outros menos, conhecemos muito bem.
A sobrinha do poeta- Stella Maris de Rezende - Uma série de fatos inusitados abala a rotina da pacata cidadezinha mineira de Dores do Indaiá. Sem que ninguém saiba por que, os livros da biblioteca da escola passam a apresentar anotações feitas à mão. De boca em boca, a notícia se espalha e faz da biblioteca o assunto mais comentado pelos moradores, até então pouco interessados em literatura. Dores do Indaiá é a cidade natal do poeta Emílio Moura, que na década de 1920 integrou a chamada geração de modernistas mineiros, ao lado de Pedro Nava e do amigo Carlos Drummond de Andrade. E é uma Dores do Indaiá imaginária que a autora Stella Maris Rezende – também cidadã dorense – descreve em A sobrinha do poeta, uma trama de cheia de suspense, protagonizada por uma fictícia sobrinha de Emílio Moura: Leodegária, a bibliotecária local.






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